terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ah, as carentes...

Xexecaria, caros leitores, não é apenas uma expressão esteticamente vulgar, é um conceito que conota algo de que nós todos precisamos e sentimos muita falta quando da sua ausência: o amor.

Para alguns, pode-se resumir em sexo. Apenas doze (para mim é mais) minutos em que não te importas muito com o contexto do ato, mas sim com o ato em si. Quando termina, tudo volta ao normal, não há sentimento nem ressentimento, o prazer do gozo já vai dando lugar a vontade da próxima.

Para outros, é como um pacote de viagem: de nada adianta ter as passagens se não tiver também a hospedagem, alimentação e translado. Contexto é fundamental, se não for com uma pessoa interessante não terá graça, enfim, milhares de questionamentos sentimentais.

Normalmente, esses papéis são assumidos (respectivamente) por homem e mulher. Samuel Rosa sabe muito bem disso. Mas cada vez mais descubro que esse "normalmente" é menos normal do que eu imaginava. Haja vista as mulheres carentes. Ah, as carentes... Engana-se quem acha que elas precisam apenas de carinho e atenção. Querem isso, sim, mas querem também (talvez mais ainda) sexo infindável. Querem elas saber de fazer seu brinquedo conhecer muitos amigos novos, culturas novas, línguas novas.

Confesso, leitores, (até um pouco envergonhado) que me encaixo no segundo grupo supra-citado. Porém, amo as carentes...


Samuel Rosa já sabia as diferentes visões de amor entre homens e mulheres.

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